Archiv für den Monat: Januar 2007

WOLFGANG AMBROS SCHIFOAN (ÖSTERREICH)- ICH LIEBE BAYERN!!!!!! I LOVE BAVARIA!!! EU AMO A BAVIERA!!!


DCF 1.0

Minha rua, caminho para o cemitério.

DCF 1.0

Neve, snow, Schnee…

 

DCF 1.0

O carro de meu vizinho do lado… ahahahahahahahah

DCF 1.0

Mais uma vizinha… (extrema esquerda) o enterro foi esta semana. Referências: Maria Ziegelmüller (*12.01.1922 a + 11.01.2007)

DCF 1.0

Um dos garotos que fazia farra com a neve perto do Friedhof… (a foto não foi trabalhada, ficou escura, mas depois mando pro Flickr)

DCF 1.0

Meu passeio à noite de hoje (ontem)… à esquerda a cerca cheia de plantas de nossa casa (é um edifício de esquina, a cerca dá para o jardim de Monika).

DCF 1.0

Nossa casa à noite… aquela janela no andar do meio (bem evidente) é a de minha cozinha…

DCF 1.0

Idem, o Balkon visível (varanda) é a minha.

DCF 1.0

Foto batida de minha rua… dá pra ver a Igreja iluminada (depois eu conto a história desta igreja, St. Martin, é muito interessante)

DCF 1.0

Esta foto ficará legal no Flickr – neve caindo à noite.

WOLFGANG AMBROS – SCHIFOAN‘ LYRICS

Am Freitog auf’d Nocht montier‘ i die Schi
auf mei Auto, und donn begib‘ i mi
in’s Stubeitoi oder noch Zöll am See,
weu durt auf die Berg‘ ob’n ham’s immer an leiwand’n Schnee.

Weu i wü Schifoan, -foan, -foan, -foan, Schifoan, wohwohwohwoh,
Schifoan, -foan, -foan, -foan,
weu Schifoan is‘ des Leiwandste, wos ma si nur vurstö’n ko.

In der Frua bin i der Erschte, der wos auffefohrt,
damit i net so long auf’s Auffefohr’n woat.
Ob’n auf der Hitt’n kauf‘ i mar an Jägertee,
weu so a Tee mocht den Schnee erscht so richtig schee.

Weu i wü Schifoan, -foan, -foan, -foan, Schifoan, wohwohwohwoh,
Schifoan, -foan, -foan, -foan,
weu Schifoan is‘ des Leiwandste, wos ma si nur vurstö’n ko.

Und wann der Schnee staubt, und wann die Sunn‘ scheint,
dann hob‘ i ollas Glick in mir vereint.
I steh‘ am Gipf’l, schau obe in’s Tol,
a jeder is‘ glicklich, a jeder füh’t si wohl, und wü nur Schifoan,
Schifoan,
Schifoan, weu Schifoan is‘ des Leiwandste, wos ma si nur vurstö’n ko.

Am Sunntog auf d‘ Nocht montier‘ i die Schi
auf mei Auto, oba dann überkummt’s mi,
und i schau no amoi auffe, und denk ma: Aber wo,
i fohr‘ no net z’aus, i bleib‘ am Montog a no do!

Schifoan, Schifoan, wohwohwohwoh-
Schifoan, weu Schifoan is‘ des Leiwandste, wos ma si nur vurstö’n ko.
Schifoan, Schifoan, dobado, dobado, dobadobado,
Schifoan, Schifoan, wohwohwohwoh-
Schifoan, jododo, jododo, jododododo,
Schifoan, schifoan, schifoan, Schifoan…

 

Postado por Verinha Rath, a INQUEBRANTÁVEL, em homenagem ao meu amado Stefaninho.

CHOVE? NENHUMA CHUVA CAI… DOES IT RAIN? NOT A DROP HAS FALLEN IN HERE…

 

Ai, que saudades daqueles dias brancos e frios! Eu era tão pequena e frágil; a chuva lá fora resguardava-me junto ao cálido leito, onde, enroscando-me por entre lençóis e cobertas, à meia-luz, devorava torradas e gibis, ao abrigo das intempéries de um mundo hostil.

De quando em quando, voltava o olhar para a janela, persiana aberta e vidros cerrados, de onde degustava um muro branco, quase brilhante, claro como a chuva e a neve. Sempre chovia e nevava no muro de meus sonhos.

Era mais um daqueles dias preciosos, nos quais, fingindo-me enferma, mantinha-me à distância da escola, palco de sofrimentos indizíveis, dores que o meu coração de criança não podia suportar. Havia dois mundos opostos e inconciliáveis, cujas fronteiras definiam-se a partir da soleira da porta de minha casa. Era preciso não misturá-los: não macular o meu mágico universo familiar com os horrores que conhecera lá fora.

Agarro-me fortemente aos lençóis, sinto o calor e aconchego de minha cama de doente, único canto onde me sinto protegida, livre para sobrevoar os arco-íris de um universo fantástico, livre para tudo querer e para tudo poder ser, levitando entre estrelas e planetas, contemplando, do infinito azul, a pequenez da Terra e seus habitantes. Talvez até chova em algum recanto. Mas aqui, nenhuma chuva cai.

Vera de Azevedo Rodrigues.

Obs1: plagiei involuntariamente o máximo poeta Fernando pessoa, uma vez que ele compôs um poema com o mesmo título. Não tinha conhecimento disto quando redigi „Chove, nenhuma chuva cai“.

Obs2: Assino Vera de Azevedo Rodrigues, pois este escrito data de meus tempos de solteira. Acrescentei um „de“ ao meu nome, uma vez que por um não tão significante descuido de meus pais eu fora registrada como Vera Azevedo Rodrigues, e não Vera „de“ Azevedo Rodrigues, como seria o correto.

Obs3: trata-se de uma composição autobiográfica, escrita sem rascunhos, onde pude nas entrelinhas deixar entrever a essência de meu ser.


 

Does it rain? Not a drop has fallen in here…

 

 

Oh! How I miss those white and cold days! I was so small and fragile, the rain outside kept me indoors, warm and covered with sheets and blankets, where, in a semidarkness, I devoured toasts and comic books under the shelter away from the adversities of a hostile world.

From time to time, I would glance the window with the opened blind and closed glasses, from where I used to appreciated a white wall with a diamond’s brightness , clear as the rain and the snow. It used to rain and snow in the wall of my dream!

It was one of those precious days, in which pretending I was ill, I would keep myself away from school, a place of uncountable sufferings, pains that my child?s heart and soul could not tolerate. There were two different and opposed worlds that could never fit together, whose borderline was delineated at my step door. How important and necessary was to maintain these different worlds apart and well distinguished from each other without spoiling my magic and familiar universe with the horrors of outside!

I hold on strongly to my sheets, feeling the heat and comfort of my bed, the only place where I feel secure and safe, and at the same time, I feel free to fly over the rainbow of a fantastic universe, free to wish everything, to do everything and most of all, to really be whatever I want to be. Levitating among stars and planets, just gazing upon from the infinite blue how small the Earth and its habitants are. Maybe it rains in some place else, but here not a drop has fallen?

Vera de Azevedo Rodrigues

English Version elaborated by Patrícia Couto Abrantes.

 

Foto batida da janela do quarto de hóspedes, em 24 de janeiro de 2007, primeiro dia em que nevou pra valer neste inverno.

Fileira das urnas no Riedlingen-Friedhof. A primeira à esquerda é do novo vizinho de Stefan, Alfred Englisch (falecido em 26.12.2006, dia de Natal na Alemanha, de uma maneira trágica…), a segunda a dele, Stefaninho..

Sepultura de Stefan. Notem que a velinha, dentro de um vidro não só não apagou como derreteu a neve ao redor. Havia resistido também ao furacão, assim como o vasinho de Rick (o da direita)

Medida da neve acumuluda de um dia para outro em nosso jardim: 15 cm (a régua tem 16 cm mas um centímetro ficou de fora)

O termômetro de meu anemômetro marcando menos 3,8 graus no jardim de casa… não havia muito vento, e o efeito windchill estava praticamente nulo…

Meus pés afundados na neve…

Noite anterior, luminosidade estranha à noite, já nevando (não usei nenhum filtro). Este foi o início da nevasca que não parou até a tarde do dia seguinte, 27.01.2007.

Pimbols em junho deste ano.

Meus olhos, fim de junho deste ano… bem diferentes do que estão agora…


MEINE ALLERLIEBSTE VERINHA!!!!!!!!!!!!!1….. HALLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, MEIN LIEBLING STEFAN!!!!!!!!!

 

Original Message
From: “Rath-Stefan” To: verazev@terra.com.br
Sent: Monday, March 19, 2001 6:35 PM
Subject: kein Betreff

Meine allerliebste Verinha!!!!!!!!!!!!!1

Where are you???????????

Till now I did correct about 60 percents of my first test!!!!!!

It?s half past ten!!!! And I want to end this correction today!!!!!!

ICH LIEBE DICH SO SEHR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mein Liebling!!!!!!!

Come to me, please!!!!!!!!!!!!!!!!!

DEIN Stefan!!!!!!!!!! Ciao!!!!!!!!!!!1

Absender: “Vera Azevedo Rodrigues”
Datum: 20. Apr 2001 00:12
Empfanger: “Rath-Stefan”
Kopieempfanger:
Betreff: Re: kein Betreff Halloooooooooooooooooooo mein Liebling!

Meu querido Stefan:

ONLY TO SAY:

AUCH ICH LIEBE DICH SO VIEL AND I WILL GO TO YOU, MEIN LIEBLING!

Deine, nur deine

Verinha – I received your lovely short message!

I wish you achieve to finish the tests today!

I am on line…

I LOVE YOU MORE AND MORE! THE TIMES ARE ACHANGING!

CIAO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 


AUSTRIA 3 – GROßVATER LYRICS

(minha homenagem a Stefaniho, o midi-voice que toca no dia 9 de janeiro de 2007 às 23h45min no blogg. Trata-se de uma música que eu converti de cassete para wav e midi, e consegui descobrir a letra no google sem saber o autor nem o título – um grande achado, pois não é alemão – é dialeto austríaco!!!)

Bei jedem wickel mit da mutter
War mei erster weg von daham
zu dir
Und du hast gsagt sie is allan
Des muast
vastehn
Ois vageht kumm trink a bier.
Dann hast du
gmant,
Des ganze leben besteht aus nehmen
Und vü mehr
geben.
Worauf i aus dein kastn in da nacht
De paar
tausend schilling gfladert hab
Zum vaputzn in da
diskotek
A paar tag drauf hast mi danach gfragt
I habs
bestritten hysterisch plerrt
Dei blick war traurig, dann
hab i grehrt.
Du hast nur gsagt, kumm lass mas bleibn,
Göd konn goar nie so wichtig sein.

Wann du vum
kriag vazöht hast,
Wie du am russn aug in aug gegnüber
gstandn bist
Ihr habts eich gegenseitig an tschick
anbotn
De hand am abzug hat zittert vor lauter schiss
Oder dei frau, de den ganzn tag dir de ohrn voigsungan hat.
Du hast nur gsogt, i hab sie gern, i muas net olles was sie
sagt imma hern.

Großvater kannst du net obakumma auf
an schnön kaffee
Großvater i mecht da so vü sagn was i erst
jetz vasteh
Großvater du warst mei erster freind und des
vagiss i ni
Großvater



Der Tod ist die Grenze des Lebens, aber nicht das Ende der Liebe.

A morte é a fronteira da vida, mas não o fim do amor.

The death is the frontier of the life, but not the end of love.

(frase que encontrei numa nota funerária, provavelmente do futuro vizinho de Stefan, e traduzi „porcamente“ para o português e inglês)