Archiv für den Monat: Mai 2005

VERINHA, VERININHA DE SEU STEFANINHO DEVE PROSSEGUIR EM SUA JORNADA … ERA ESTE O DESEJO DE MEU GRANDE E ETERNO AMOR, STEFAN RATH, A QUEM DEDICO ESTE BLOG E TODO O COMPLEXO WWW.VERINHA.DE

Queridos, vou colocar algumas fotos no estilo antigo. Hoje não pretendo escrever, depois comento com vocês.

Foto minha, batida no dia 25 de maio de 2005 (auto-retrato), 55 dias após a partida de nosso amado Stefaninho

Esta foto saiu por engano, mas ficou espontânea. O disparador bateu a foto sem eu querer.

Nesta foto saí meio diferente, mais madura, sei lá… Mas até que não ficou tão mal, né? (as três fotos foram batidas em 25-05-05)

Stefaninho, quando batemos a série de fotos de nosso novo carro (pictures de setembro de 2004), um MAZDA, encomendado em 01.04.2004, 1 ano antes da partida de Stefan. Ele ainda comentara: „Será que vou viver o suficiente para que valha a pena comprar este carro?…“… Mas estávamos alegres e esperançosos, caso contrário não faríamos tal aquisição.

Mesma foto, aproximei um pouco Stefan (close)

Outro contexto… Nosso sobrinho e afilhado, Henrique Antonio, do qual Stefan fez questão absoluta de ser padrinho. Na foto ele está na Alemanha, por ocasião da viagem da família este ano, e usa um pijaminha que Stefan usara quando fôra também um bebezinho, modelito de Mamy Rath… juro!

Dacio, meu irmão, numa sorveteria italiana na Reichsstrasse, também na viagem deste ano… Fui eu que bati a foto (aliás todas deste post, exceto as na que apareço ao ar livre) e ele está o próprio cômico francês Jacques Tati… achei um barato a foto!

Meu primeiro passeio de bike via Promenade, na Reichsstrasse. Detalhe: por causa das calças largas, jaqueta enorme, bolsa caindo na cintura, etc e tal, eu pareço gorda enquanto estou magérrima… Foto batida por uma vendedora da Aloe-Vera que estava me convidando para participar do negócio.

Uma foto da Promenade, local paralelo à Reichsstrasse com acesso permitido a pessoas e bicicletas. Tirei muitas fotos, mas o espaço aqui é pequeno. Aqui vê-se o riacho e algumas flores.

Passeando pela Promenade avista-se construções medievais como esta.

O tunel „cavernoso“ que na verdade aparece meio de longe na foto. Se não me engano e se entendi direito, já foi no passado um túnel onde passavam trens – Stefaninho me dissera algo a respeito. Depois confirmo.

Bem, depois conversamos nos comentários… já se faz tarde. Não publiquei nem 0,5% das fotos novas que tenho… nem 0,01%… juro!!!

Beijos, também de meu querido Stefaninho – no lugar onde agora se encontra.

Vocês são uma importante razão para eu continuar... vocês, os Pimbols e os sites!Sem vocês eu não vivo… não me abandonem jamais!!!

Verinha Rodrigues-RATH

NESTA SEMANA O TEMPO DEVE MELHORAR, O SOL DEVE BRILHAR EM DONAUWÖRTH… STEFANINHO, MEU AMOR, POR QUE VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI?

Que o sol volte a brilhar no coração do grande amor de Stefaninho... a sua Verinha...

Meus queridos e fiéis amigos,

Não sei o que seria de mim neste momento doloroso de minha vida sem o apoio e o calor humano que vocês me transmitem. Pouco a pouco vou resgatando um relativo equilíbrio, já consigo dormir, meu cérebro volta a funcionar… mas as saudades me atacam com tudo e quando vejo me pego chorando pelos cantos e clamando por Stefaninho…

… Ainda não consegui aceitar esta realidade, gente… de que o mesmo „destino“ que um dia me aproximou de Stefan, para que vivêssemos um intenso amor, um dia o tenha arrancado de mim de uma forma inexorável, sem volta, precipitando-me num vazio difícil de descrever.

Ainda não digeri, ainda não aceitei, ainda espero que tudo não tenha passado de um pesadelo… Isto a nível emocional. A nível racional sou compelida a engolir a contragosto esta realidade.

Bem, vou colocar algumas fotos aqui… aleatórias, bem aleatórias mesmo. Sem pé nem cabeça.

Dacio, Rose e baby numa viagem que fizemos para Munique- foto batida num trem. Eles vieram para a Alemanha 5 dias após o „encantamento“ de nosso Stefaninho (meu e vosso).

Eu e meu irmão, no mês em que ele esteve comigo após a partida de Stefaninho (meus cabelos estão horríveis, não reparem… eu usei um condicionador redutor de volume e eles escolheram…).

Ramon, Verinha, Dacio e Baby na Estação de trem de Munique.

A amiga de vocês, Verinha, na Pizza Hut (pasmem!) em Munique (o pessoal está comigo). Mas alguém também está presente…

… meu Stefaninho, sempre no coração de sua fiel Verinha… OK, não fiz a montagem, mas vocês entenderam o espírito da coisa… (Stefan em casa brinda com uma cerveja sem álcool)

Stefaninho, em 20 de janeiro de 2004, conversando em nossa sala. Ainda não havia começado a nossa luta contra a infecção que o viria a atingir em maio do mesmo ano.

Stefaninho em Donau-Ries-Klinik, no ano passado (maio de 2004), na cafeteria, prestes a atacar um enorme sorvete! Gente, após sua estadia no hospital ainda pudemos viver muitos momentos felizes, e nossa triunfal viagem ao Brasil de business class…

Foto minha, batida por Stefan, na mesma cafeteria, no mesmo dia (eu sorria para ele…). Ambos estávamos alegres e confiantes! (não temos fotos juntos pois não havia uma terceira pessoa para batê-las)

Stefaninho manda beijinhos de sua cama na clínica de Don (em sua estadia no ano passado, maio de 2004, como na foto anterior)… só pensava em nossa viagem de Agosto! Estávamos ambos acreditando bastante em sua recuperação, tanto que 4 semanas após sua alta embarcávamos „em grande estilo“ rumo à São Paulo!

Foto batida por mim em 21 de dezembro de 2004: Stefaninho com nosso filhote Pimbol no escritório.

O céu de minha Terra, que não tem palmeiras e onde não canta o sabiá…(foto tirada do jardim de minha casa em Donauwoerth, alguns aviões fazem riscos no céu)

Bem, por hora fico, amigos… estou tentando escrever mais, sem muito planejamento… tudo o que coloco aqui o faço espontanemente, é o que pinta no momento…

Beijos a vocês, que no momento são uma motivação para que eu viva, assim como meus gatinhos e meus amigos no Brasil…

Verinha Rath

WIR TRAUERN UM UNSEREN KOLLEGEN STEFAN RATH – NÓS ESTAMOS DE LUTO PELO NOSSO COLEGA STEFAN RATH – BY ALBERT SPRINGER, REALSCHULE HEILIG KREUZ

Leiam o texto original em alemão nesta página, da Realschule Heilig Kreuz. > > >


Wir trauern um unseren Kollegen Stefan Rath


Für die ganze Schulfamilie von Heilig Kreuz war es ein Schock, der uns bestürzt und fassungslos machte, als wir unmittelbar nach den Osterferien erfahren mussten, dass unser Kollege und Lehrer Stefan Rath am 1. April 2005 plötzlich gestorben war.

Para a grande família que compõe a Realschule Heilig Kreuz foi um grande choque, que nos perturbou e deixou-nos perplexos, saber logo após as férias da Páscoa que nosso colega e professor Stefan Rath em 1.0 de Abril subitamente viera a falecer.

Stefan Rath wurde am 14. März 1955 in Plattling in Niederbayern geboren – am Geburtstag Albert Einsteins, wie er, der Physiker, gern mit Vergnügen erzählte.
Nach dem Besuch des Gymnasiums in Straubing, dem Studium der Mathematik und Physik in Regensburg, der Ausbildung zum Realschullehrer in München-Pasing und einem Einsatz als Referendar in Rottenburg an der Laaber kam er im Herbst 1986 nach Donauwörth an die Realschule Heilig Kreuz.

Stefan Rath nasceu em 14 de Março de 1955 em Plattling (região de Niederbayern), no aniversário de Albert Einstein, que ele, como Físico, com gosto apreciava narrar.

Stefan Rath war Lehrer mit ganzen Herzen, dem seine Arbeit alles andere als ein bloßer Job war: Eine schlecht ausgefallene Schulaufgabe oder Stegreifaufgabe berührte ihn auch persönlich und konnte Anlass für lange Gespräche und Überlegungen sein. Er forderte seine Schüler, verlangte Anstrengung und Leistungsbereitschaft von ihnen, und er konnte zu Recht stolz darauf sein, dass seine Klassen in Abschlussprüfungen immer gute Ergebnisse erzielten.
In den 19 Jahren seiner Tätigkeit hat Stefan Rath Akzente gesetzt: Als Fachbetreuer für Mathematik, als Vertreter des Bayerischen Realschullehrerverbands an unserer Schule und vor allem beim Aufbau des Faches CAD: Er arbeitete sich mit großem persönlichen Einsatz in diese neue und anfangs als etwas exotisch angesehene Disziplin ein, erteilte jahrelang Wahlunterricht und brachte so vielen Schülern das Technische Zeichnen am Computer nahe.

Stefan Rath foi professor de grande coração, o seu trabalho era tudo menos do que um simples emprego: …………..

Für die vielen Schüler, die Stefan Rath als Klassenleiter zur Abschlussprüfung führte, sind neben dem Unterricht wohl auch die Klassenfahrten, die sie mit ihm unternehmen durften, zu einem prägenden Erlebnis geworden: Stefan Rath fühlte sich am wohlsten in der Wärme, im Süden – er äußerte manchmal, er sei in den falschen Teil der Welt hineingeboren worden. Die Liebe zu Italien, die sich daraus ergab, versuchte er auch seinen Schülern zu vermitteln. Seine Begeisterung wirkte ansteckend, und sicherlich werden alle ehemaligen Schüler, die eine seiner Abschlussfahrten nach Rom miterleben durften, eine lebenslang bleibende Erinnerung daran haben.

Stefan Rath sentia-se bem no calor, no sul, ele dizia algumas vezes que havia nascido no „lado errado“ da Terra. O amor pela Itália, que ele sempre cultivou, sempre tentava transmitir aos seus alunos.

In den letzten Jahren schien Stefan Rath neben dem Aufgehen in seinem Beruf auch sein persönliches Glück gefunden zu haben: Er fühlte sich wohl in seiner neuen Wohnung in Riedlingen, und vor allem fand er – wieder im Süden, in Brasilien – seine Frau Vera, die er 2001 heiratete.

Nos últimos anos brilhava Stefan Rath em sua ascensão profissional assim como também pôde encontrar sua felicidade pessoal: ele sentia-se plenamente satisfeito em sua nova casa em Riedlingen, e acima de tudo ele encontrou – novamente no sul, no Brasil – sua esposa Vera, com a qual casou-se em 2001.

Gleichzeitig zogen aber auch schon die Schatten auf: Innerhalb von wenigen Jahren starben beide Eltern – ihr Tod erschütterte Stefan Rath wohl mehr, als wir vielleicht vermuteten. Und auch seine eigene Gesundheit litt: Schon vor drei Jahren und im vergangenen Frühjahr musste er lange Zeit im Krankenhaus verbringen, bevor ihn in diesem Frühjahr die tödliche Krankheit ereilte.

Ao mesmo tempo pairava já uma sombra: dentro de poucos anos faleceram seus dois pais – estas mortes vieram a atingir Stefan Rath muito mais do que talvez possamos imaginar. E também sua própria saúde vinha sofrendo: já por três anos e na última primavera precisou ele passar um longo tempo no hospital, antes que na primavera deste ano viesse a ser mortalmente atingido pela doença.

Heilig Kreuz hat mit Stefan Rath nicht nur einen hervorragenden Lehrer, eine prägende und markante Persönlichkeit verloren; für viele von uns war er ein liebenswerter Freund, dessen Humor und niederbayerische Lebensfreude unser Leben in der Schule bereichert haben und den wir sehr vermissen.

Heilig Kreuz com Stefan Rath perdeu não somente um excelente professor, mas também uma criativa e marcante personalidade; para muitos de nós era ele um amigo de inestimável valor, cujo humor e „niederbayerische“ (própria da região onde nasceu Stefan) alegria de viver enriqueceram nossas vidas na escola e dos quais agora sentimos muito a falta.

Albert Springer

 

Albert Springer foi um grande colega de Stefan, participou com ele de viagens à Itália e foi testemunha de nosso casamento civil, ocorrido em 9 de agosto de 2001.

 

Tradução dos trechos elaborada rapidamente por Vera Rodrigues-Rath, jornalista, Mtb 13.912, eterna esposa e namorada de Stefan.

E vamos a algumas fotos mais…

Verinha e Stefan no Shopping Paulista (São Paulo), no encontro do Blogg.de em 15 de agosto de 2004.

Stefan em primeiro plano, eu e a família de meu oculista, Dr. Yoitiro Mori, no Shopping Paulista, que encontramos por mero acaso…

Stefaninho, no mesmo dia, sem entender nada do que a brasileirada falava…

Stefaninho aparece, mas em primeiro plano está a maninha do cuore, Sheilinha!

Outro contexto… mesmo ano, uns 3 meses antes, logo que Stefan foi internado em Donau-Ries-Klinik, em maio de 2004. Estávamos na cafeteria e muito optimistas! Ainda bem… Ainda pudemos viajar neste ano… Gott sei Dank!

EM NOME DA ALIANÇA, SÍMBOLO DO GRANDE AMOR QUE NOS UNIU PARA A ETERNIDADE, EU CONTINUO… POIS ESTE ERA O DESEJO DE MEU LIEBLING STEFANINHO.





Amigos, muito, muito cansada, resolvo redigir uma nova Eintrag só para quebrar o bloqueio. Este não será um post especial, repleto do conteúdo que poderia ter, mesmo porque estou tão exausta que não sei se terei condições de terminá-lo. Mas estou tentando.

Outro dia eu conversava com Stefan na cozinha, e solicitava que ele me respondesse de alguma forma, que desse um sinal por mim compreensível, de um único motivo para que eu continuasse a viver (que não fôsse os nossos gatinhos, este eu já tinha…)…

Foi então que eu ouvi um estridente sonido do choque de minha aliança de ouro branco com uma taça de cristal (eu retirava as louças da máquina). Não havia percebido o que ocorrera, e olhei para a origem do som… e então entendi o que Stefan estava querendo me dizer: „A razão para você continuar é justamente o nosso grande amor, é em nome dele que te peço que prossiga, minha Verinha…“

Não sou espírita, minha gente… sou budista. Mas também não tenho preconceito contra nada, e acredito que tudo que conhecemos é tão ínfimo diante da imensidão daquilo do qual não temos consciência. Nós julgamos saber tanto, e de fato… o que conhecemos nada mais é do que uma infinitésimal parte da realidade que nos circunda (este assunto tratarei em post à parte).

Bem, começo a reagir, já durmo melhor (sempre com Pimbol em minha cama), e ontem já coloquei minha bicicleta para funcionar. Pouco a pouco vou aceitando uma realidade que confesso: foi a mais difícil confrontação em toda a minha vida. Poderei ser a mesma depois disto?

Tentarei, mas as marcas ficarão. Prosseguirá o meu eterno amor por Stefan, mas não poderei resgatar aquela pessoa como era antes, exatamente. Pois agora, infelizmente, passo pela experiência de me tornar viúva após quase 4 anos de convivência com o grande amor de minha vida. E isto é uma marca indelével em nossas existências.

Mas haverei de sorrir de novo, haverei de fazer as pessoas se alegrarem comigo, no entanto… permanecerão as eternas saudades de Stefaninho, que talvez eu sublime parcialmente escrevendo um livro ou fazendo uma coletânea de nossos escritos, não sei ainda… enfim, haverei de homenagear o meu eterno namorado de alguma forma. O meu liebling Stefaninho, o Stefaninho que vocês também aprenderam a amar.

Um grande beijo,

Verinha Rodrigues-RATH.

Seguem fotos aleatórias…

Foto que bati de um por-do-sol já na minha nova realidade (sem a presença física de meu liebling). A picture foi batida do jardim de casa.

A mesma foto de Stefan de um post anterior (ampliada ligeiramente), batida quando sua estadia em Donau-Ries-Klinik no último ano, mas que gostei muito pela esperança que seu rosto denota. Tantos planos, tantos sonhos para nosso futuro comum …

Stefan no encontro do Blogg.de no shopping Paulista (São Paulo) em agosto de 2004, com a presença inclusive de Sheilinha e família (na foto aparecem mais próximas Paulinha e Irene, assim como Donizete)

Stefaninho no Natal passado, quando tivemos um inverno rigoroso, esperando eu bater as fotos da casa iluminada. Compõe uma série de fotos batidas em 21 de dezembro de 2004.

ABRIL DE 2004 (mês em que Stefaninho nos deixou): Eu e meu irmão, voltando num trem de uma das viagens que fizemos, ou para Munique ou para Augsburg… a amiga aqui totalmente esgotada. Foi em sua estadia aqui com a família para me acompanhar (fotos dos demais em futuros posts).

Foto minha, logo que cheguei aqui, em 2001, antes mesmo de nos casarmos… como nos divertíamos tanto!

OK, atendendo a pedidos… sorriso… uma foto minha também na época em que a família estava aqui, na Reichsstrasse (após a partida de Stefan). Comigo, aparecem na foto Dacio e meu afilhado e sobrinho, Henrique Antonio. Rose e Ramon também estavam presentes, mas aparecerão em posts futuros.

Foto batida na tarde de hoje (13/05/05). Tanya, filha de Monika, numa árvore do jardim de Monika.

A própria Monika, num ataque súbito de cortar plantinhas no jardim… (13/05/2005)

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