JIDDU KRISHNAMURTI – PARA LER E REFLETIR. JIDDU KRISHNAMURTI – TO READ AND THINK OVER. JIDDU KRISHNAMURTI – ZU LESEN UND DENKEN DARÜBER

 

A COMPREENSÃO DO SOFRIMENTO

 

KRISHNAMURTI

Se não há compreensão do sofrimento, não há sabedoria; o fim do sofrimento é o começo da sabedoria. Para se compreender o sofrimento e dele se ficar livre completamente, requer-se compreensão, não só do sofrimento individual, particular, mas também do imenso sofrer humano. Para mim, se não estamos totalmente livres do sofrimento, não pode haver sabedoria e tampouco terá a mente possibilidade de investigar deveras essa imensidade que se pode chamar Deus, ou outro nome qualquer.

A maioria de nós está sujeita ao sofrimento em diferentes formas: nas relações, quando ocorre a morte de alguém, quando não podemos preencher-nos e decaímos até nos reduzirmos a nada, ou quando tentamos realizar algo, tornar-nos importantes e tudo redunda em completo malogro. E temos também o “processo” do sofrimento no plano físico: doença, cegueira, invalidez, paralisia, etc. Por toda a parte se encontra essa coisa extraordinária chamada “sofrimento” -” com a morte à espreita em cada volta do caminho. E não sabemos enfrentar o sofrimento e, assim, ou o divinizamos ou o racionalizamos, ou, ainda, tratamos de evitá-lo. Ide a qualquer igreja cristã e vereis que lá se diviniza o sofrimento, tornam-no algo de grandioso, de sagrado, e diz-se que só pelo sofrimento, só pela mão de Cristo, o Crucificado, se pode encontrar Deus. No Oriente, há métodos próprios de fuga, outras maneiras de evitar o sofrimento; e é, para mim, um fato singular serem tão raros – tanto no Oriente como no Ocidente -” os que estão verdadeiramente livres do sofrimento.

Seria maravilhoso se, no processo de nosso escutar – sem emocionalismo nem sentimentalismo – o que nesta manhã se está dizendo, pudéssemos, antes de sairmos daqui, compreender realmente o sofrimento e dele ficar completamente livres; porque, então, já não haveria automistificação, nem ilusões, nem ansiedades, nem medo, e o cérebro poderia funcionar clara, penetrante, logicamente. E, então, talvez chegássemos a conhecer o amor.

Ora, para se compreender o sofrimento é necessário investigar todo o “processo” do tempo. Tempo é sofrimento, não só sofrimento do passado, mas também sofrimento que inclui o futuro -” a idéia de chegar, a esperança de algum dia nos tornarmos algo, com sua inevitável sombra de frustração. Para mim, essa idéia de consecução, de “vir a ser” algo no futuro (e isso é tempo psicológico) representa o sofrer máximo – e não o fato de perder um filho, de ser abandonado pela mulher ou marido, ou de se não alcançar êxito na vida. Tudo isso me parece bastante trivial, se se me permite em pregar esta palavra, que espero não seja mal compreendida. Há um sofrimento muito mais profundo, que é o tempo psicológico: o pensar que mudarei em anos futuros; que, se se me dá tempo, me transformarei, quebrarei as cadeias do hábito, alcançarei a liberdade, a sabedora, Deus. Tudo isso exige tempo – e este, para mim, é o sofrimento máximo. Mas, para podermos aprofundar o problema, temos de descobrir porque há sofrimento dentro em nós – “essa onda de sofrimento que nos envolve e aprisiona. Compreendendo, primeiramente, o sofrimento existente em nós, talvez possamos também compreender o sofrimento humano coletivo, o desespero da humanidade.

Porque sofremos” E tem fim o sofrimento” Há tantas maneiras de sofrermos! A doença é uma forma de sofrimento -” a incapacidade de pensar, por debilidade do cérebro, e tantas outras variedades da dor física. Temos, depois, todo o campo do sofrimento psicológico -” o sentimento de frustração, por não se poder realizar nada, ou a falta de capacidade, de compreensão, de inteligência, e também esta constante batalha dos desejos antagônicos, da autocontradição, com suas ânsias e desesperos. E há, ainda, a idéia de nos transformarmos através do tempo, de nos tornarmos melhores, mais nobres, mais sábios -” idéia que também encerra infinito sofrimento. E, por último, o sofrimento ocasionado pela morte, o sofrimento da separação, do isolamento, o sofrimento de nos vermos completamente sós, isolados e sem relação com coisa alguma.

Todos conhecemos essas variadas formas de sofrimento. Os eruditos, os intelectuais, os virtuosos, os religiosos de todo o mundo, vêem-se tão torturados como nós pelo sofrimento, e se dele existe alguma saída, ainda não a encontraram. Investigar bem profundamente em nós mesmos é saber que esta é a primeira coisa que desejamos: pôr fim ao sofrimento; mas não sabemos de que maneira começar. Estamos muito bem familiarizados com o sofrimento, vemo-lo em outros e em nós mesmos, e ele se acha no próprio ar que respiramos. Ide a qualquer parte, recolhei-vos a um mosteiro, caminhai pelas ruas apinhadas -” o sofrimento está sempre presente, declarado ou oculto, expectante, vigilante.

Ora, de que maneira enfrentamos o sofrimento” Que fazemos em relação a ele” E como teremos possibilidade de nos libertarmos dele, não apenas superficialmente, porém totalmente, de modo que se torne completamente inexistente” Estar completamente livre de sofrimento não significa ausência de sentimento, de amor, de compaixão, falta de bondade, de compreensão de outrem. Pelo contrário, na completa liberdade, nesse estado livre de sofrimento, não há indiferença. É uma liberdade que traz grande sensibilidade, receptividade; e, como se alcança essa liberdade” Todos conheceis o sofrimento, não lhe sois estranhos. Ele está sempre presente. E como o enfrentais” Apenas superficialmente, verbalmente”

Tende a bondade de seguir isto. Passo a passo, caminhemos juntos, até o fim. Tentai, nesta manhã, escutar com atenção completa, estar bem cônscios de vossas reações e penetrar profundamente, junto comigo, este problema do sofrimento. Mas, isto não significa seguir-me -” coisa extremamente absurda. Mas se, juntos, pudermos compreender esta coisa, investigá-la ampla e profundamente, então, talvez, ao sairdes daqui, possais olhar para o céu e nunca mais serdes atingidos pelo sofrimento. Então, não mais haverá medo; e, uma vez livres de todo temor, aquela Imensidade poderá tornar-se vossa companheira.

Assim, como enfrentais o sofrimento” Parece-me que, em geral, o enfrentamos muito superficialmente. Nossa educação, nossa instrução, nosso conhecimento, as influências sociológicas a que estamos expostos – tudo isso nos torna muito superficiais. A mente superficial é aquela que se refugia na igreja, em alguma conclusão, conceito, crença ou idéia. Tudo isso são refúgios para a mente em sofrimento. E, quando nenhum refúgio encontrais, construís em torno de vós uma muralha e vos tornais acrimoniosos, duros, indiferentes, ou buscais a fuga em alguma reação neurótica, fácil. Todas essas fugas ao sofrimento impedem a investigação mais aprofundada. Espero me estejais acompanhando, porque é justamente isto o que faz a maioria de nós.

Pois bem; observai um cérebro superficial -” ou mente; notai, por favor que, quando digo “mente” ou “cérebro”, refiro-me à mesma coisa. Outro dia estivemos considerando a distinção entre “mente” e “cérebro”, mas tal distinção é só verbal, sem importância. Empregarei a palavra “mente” e espero que sigais e compreendais o que se irá dizer.

A mente superficial não pode resolver este problema do sofrimento, porque sempre procura evitar o sofrimento. Foge ao fato -” o sofrimento -” por meio de uma reação fácil e imediata. Se tendes uma forte dor de dentes, naturalmente logo tratais de procurar o dentista, porque desejais livrar-vos dessa dor física; e isso é uma reação normal e correta. Mas, a dor psicológica é muito mais profunda e sutil, e não há médico, não há psicólogo, não há nada que vos possa extingui-la. No entanto, vossa reação instintiva é fugir dela. Tratais de ligar o rádio, de ver televisão, de ir ao cinema -” sabeis quantas distrações a civilização moderna inventou. Qualquer espécie de entretenimento, seja uma cerimônia religiosa, seja uma partida de futebol, é essencialmente a mesma coisa, mera fuga à vossa aflição, ao vosso vazio interior; e é isto o que estamos fazendo em toda a parte: buscando em diferentes formas de entretenimento o auto-esquecimento.

E, também, é a mente superficial que procura explicações. Diz: “Desejo saber porque sofro. Porque devo eu sofrer, e vós não”" Está cônscia de não ter praticado, na vida, nenhuma iniqüidade e, assim, aceita a teoria de vidas passadas e a idéia disso que na Índia se chama karma -” causa e efeito. Diz ela: “Pratiquei antes alguma ação injusta, e agora estou passando por ela”; ou “Estou agora fazendo algo de bom, e colherei no futuro os correspondentes benefícios”. É assim que a mente superficial se deixa enredar nas explicações.

Observai, por favor, vossa própria mente, observai como vos livrais de vossos sofrimentos com explicações, como vos absorveis no trabalho, em idéias, ou vos apegais à crença em Deus ou numa vida futura. E, se nenhuma explicação ou crença tiver sido satisfatória, recorreis à bebida, ao sexo, ou vos tornais mordaz, duro, acrimonioso, melindroso. Consciente ou inconscientemente, é isso o que de fato ocorre com cada um de nós. Mas, a ferida do sofrimento é muito profunda. Ela vem sendo transmitida de geração em geração, de pais a filhos, e a mente superficial nunca retira a atadura que cobre essa ferida: ela não sabe, em verdade, o que é o sofrimento, não o conhece intimamente. Tem apenas uma idéia a seu respeito. Tem uma imagem, um símbolo do sofrimento, mas nunca se encontra com ele próprio; só se encontra com a palavra “sofrimento”. Compreendeis” Ela conhece a palavra “sofrimento”, mas não estou certo se conhece o sofrimento.

Conhecer a palavra “fome” e sentir realmente fome, são duas coisas muito diferentes, não” Quando sentis fome, não vos satisfazeis com a palavra “comida”. Quereis comida – o fato. Ora, quase todos nos satisfazemos com palavras, símbolos, idéias, e com as nossas reações a essas palavras, de modo que nunca estamos em intimidade com o fato. Quando subitamente nos vemos frente-a-frente com o fato do sofrimento, isso nos causa um choque, e nossa reação é a fuga a esse fato. Não sei se já notastes isso em vós mesmo. Tende a bondade de observar o estado de vossa própria mente, e não fiqueis meramente escutando as palavras que estão sendo proferidas. Nunca nos encontramos com o fato, nunca “vivemos com ele”. Vivemos com uma imagem, com a memória do que foi, e não com o fato. Vivemos com uma reação.

Ora, se ao enfrentar o sofrimento a mente tem um motivo, isto é, se deseja fazer algo a respeito do sofrimento, não é possível compreendê-lo, assim como também não é possível haver amor, se há motivo para amar. Entendeis? Em geral, temos um motivo quando encaramos o sofrimento: desejamos fazer alguma coisa em relação a ele. Isto é, suponhamos que eu tenha perdido alguém, por morte; profundamente, psicologicamente, já não posso obter o que dessa pessoa desejava, e vejo-me a sofrer. Se nenhum motivo tenho, ao olhar o sofrimento, ele é ainda sofrimento, ou coisa totalmente diferente? Estais seguindo?

Digamos que meu filho morre, e eu estou a sofrer porque me vejo só. Nele eu depositara todas as minhas esperanças e, agora, todo o meu mundo desabou. Desejara estabelecer para mim próprio uma certa espécie de imortalidade, uma continuidade, através de meu filho; ele deveria herdar meu nome, meus haveres, continuar com o meu negócio, e o acabar de tudo isso causou-me um choque. Ora, posso compreender o sofrimento em que me acho, se algum motivo existe, que me impele a olhá-lo? E, se existe, atrás do amor, algum motivo, isso é amor? Por favor, não concordeis comigo: observai-vos, apenas. Por certo, não deve haver motivo algum, se desejo compreender o sofrimento, se desejo descobrir a profundeza plena e a significação do sofrimento – ou do amor, pois os dois andam sempre juntos. A morte, o amor e o sofrimento são inseparáveis, estão sempre juntos, e também os acompanha a criação; mas, esta é outra questão, que examinaremos noutra oportunidade. Se desejo compreender profundamente, completamente, o fato do sofrimento, não posso ter um motivo a ditar minha reação ao fato. Só posso viver com o fato e compreendê-lo, quando nenhum motivo tenho. Entendeis? Se não, podeis fazer-me perguntas, depois, a respeito deste ponto.

Se vos amo porque podeis dar me alguma coisa – vosso corpo, vosso dinheiro, vossa lisonja, vossa companhia o que quer que seja – isso por certo, não e amor, e é claro que também vós obtendes algo de mim, e essa permuta, para a maioria de nós se chama amor. Sei que encobrimos isso com palavras bonitas, mas, atrás dessa fachada, está a ânsia de ter, possuir, ser dono.

Agora, sofrimento não é autocompaixão? De certa maneira, fostes despojado de alguma coisa, vossas relações com outro redundaram em fracasso, não vos preenchestes no sentido de serdes reconhecido como pessoa importante, em atividades de reforma social, em atividades artísticas e tantas outras coisas mais – e todas as correspondentes frivolidades; assim, há sofrimento. Compreender o sofrimento é viver com ele, olhá-lo, conhecê-lo como realmente é; mas não tendes possibilidade de conhecê-lo quando o olhais com um motivo – que supõe o tempo. A mente superficial, incessantemente ocupada em melhorar-se, em lastimar-se, em torturar-se numa dada relação; desejosa de libertar-se do sofrimento sem enfrentar o fato – essa mente prosseguirá sofrendo indefinidamente. O fato é que estais sozinho. Em virtude de vossa educação, de vossas atividades, pensamentos e sentimentos, vos isolastes profundamente em vosso interior e não sois capaz de viver com esse extraordinário sentimento de solidão, não sabeis o que ele significa, porque dele sempre vos abeirais com uma palavra que desperta o medo.

Estais vendo, pois, a dificuldade – as maneiras sutis com que a mente preparou suas vias de fuga, tornando-se incapaz de viver com essa coisa extraordinária que chamamos “sofrimento”. Para se ser livre do sofrimento, é necessário compreender, consciente e inconscientemente, todo o seu “processo”, e isso só é possível vivendo-se com o fato, olhando-o sem motivo. Deveis perceber as manhas de vossa mente, suas fugas, as coisas aprazíveis a que estais apegado e as coisas desagradáveis de que desejais livrar-vos com rapidez.

Cumpre observar o vazio, o embotamento e a estupidez da mente que só trata de fugir. E pouca diferença faz, se se foge para Deus, para o sexo, ou para a bebida, porquanto todas as fugas são essencialmente a mesma coisa. Compreendeis?

Que sucede quando perdeis alguém, arrebatado pela morte? A reação imediata á uma sensação de paralisia, e ao sairdes desse estado vos encontrais com o sofrimento. Ora, que significa esta palavra – “sofrimento”? – A camaradagem, os colóquios ditosos, os passeios e tantas outras coisas agradáveis que fizestes e planejáveis fazer em companhia um do outro – tudo isso vos foi arrebatado num segundo, e ficastes vazio, desamparado, sozinho, É contra isso que estais protestando, é contra isto que vossa mente se revolta: ter ficado a sós consigo, isolada, vazia, sem amparo. Ora, o que verdadeiramente importa é viver com esse vazio, com ele viver sem reação alguma, sem racionalizá-lo, sem dele fugir com recorrer a médiuns espiritistas, à doutrina da reencarnação, e outras futilidades que tais; viver com ele, com todo o vosso ser. E se, passo a passo, examinardes bem o fato, vereis que há um findar do sofrimento – um findar real, e não simplesmente verbal, não o findar superficial, resultante de fuga, de identificação com um conceito ou devotamento a uma idéia. Vereis que nada há para proteger, porquanto a mente está toda vazia e já não reage no sentido de preencher o seu vazio; e quando assim o sofrimento termina completamente, tereis encetado uma outra jornada – jornada sem fim e sem começo. Existe uma imensidade que ultrapassa todas as medidas, mas nesse mundo não ingressareis sem a prévia e total extinção do sofrimento.

Krishnamurti – 18 de julho de 1963 – SAANEN, Suíça
Do livro: Experimente um novo caminho – ICK

Fonte: A compreensão do sofrimento – Krishnamurti (retirei o link pois o site saiu do ar)

MIDI-VOICE QUE TOCA POR OCASIÃO DA POSTAGEM: Yeskim – “Brahma putra dance” (do CD “Sounds of Tibet”, que Stefaninho comprou para mim), elaborado por Verinha RAth. A ser substituído sem aviso prévio (risos…)


NOTA: E ainda fico devendo o resultado da enquete que desativei com 500 votos. Talvez inclua nesta Eintrag.

Bem, normalmente eu escrevo meus próprios textos aqui, mas confesso que estou muito cansada e hoje pela manhã tive um insight sobre Krishnamurti… sobre o quanto deixamos de viver o presente em função do que ele chama de “vir a ser”, ou seja: um futuro idealizado, que não corresponde ao que temos “aqui, agora” e que portanto gera, segundo o filósofo, sofrimento.

Adianto que sua filosofia NÃO É RELIGIÃO e de alguma forma é um antagonismo do budismo que pratico, da SGI. Até agora não consigo compatibilizar as idéias de Krishnamurti com o budismo de Nichiren Daishonin, e acredito não ser mesmo possível.

Até mais…

Verinha Rath.

21 thoughts on “JIDDU KRISHNAMURTI – PARA LER E REFLETIR. JIDDU KRISHNAMURTI – TO READ AND THINK OVER. JIDDU KRISHNAMURTI – ZU LESEN UND DENKEN DARÜBER

  1. Helga, obrigada pelos comentários no Flickr!!!

    Estou tentando desgrudar aqui, amiga… hoje consegui elaborar nova Eintrag… não era esta a minha intenção inicial, mas o insight sobre o sofrimento ligado à busca de algo que não existe no momento em nossas vidas… isto me levou a buscar um artigo pronto de Krishnamurti, que jamais aceitou ser rotulado como mestre. Que sempre renegou qualquer doutrina, embora hoje seja idolatrado por algumas sociedades… tudo que ele abominava…

    Se imagino, por exemplo, que minha felicidade estará no Brasil, daqui um ou dois anos estou fadada a sofrer o momento presente, em que me encontro em Donauwoerth. Passo a não ver mais a realidade circundante, etc e tal… e a felicidade… de repente poderá estar aqui, acenando pra mim e eu fecho os olhos para a mesma pois estou cega pela ilusão de um “vir a ser”…

    Stop!!!

    ahahahah

    Amanhã o azulão metálico vai dar o seu Adeus definitivo e irrevogável. Hoje fui buscar os objetos pessoais de Stefan que ainda estavam no porta malas e em outras partes do carro.

    Mas hoje tive um papo ótimo com Angela, depois do qual senti-me outra pessoa.

    Beijos a todos, a qualquer momento… sem compromisso.

    Verinha Rath.

  2. Todos ouvem o MIDI??? A qualidade dele é voice, eu que preparei. Como a música era muito longa, cortei uma parte mas gravei na qualidade melhor. Eu pago por excesso de megabytes, lembrem-se…

    Mas o blogg ficou com outro Klima… PAZ.

    (Stefan me comprara um pacote com 3 CDs “Sounds of Tibet”)

    bye… Servus, mach’s gut!

  3. Olá turminha!!!

    Meus amores, uma passadinha, só para dar um oi.

    Uma excelente terça-feira a todos!!!

    Beijocas
    Paulinha

  4. Profundo texto Verinha ,adorei não conhecia as obras de Krishnamurti..
    Só faltou o som ,felizmente o tal active x retornou mas o som…nada.
    Que o azulão siga feliz pois foi comprado com muito, muito amor .

    Beijocas para todos(as)
    Helga

  5. Helga, quebrando minhas próprias regras eu te respondo… (e desde quando sigo regras???)

    Querida, Krishnamurti é uma leitura profunda, mas admite questionamentos, é claro.

    Talvez eu venha a escrever um texto próprio sobre seu pensar no meu entender. Eu tenho ca. de uns 8 livros dele, só para você ter idéia de como seus pensamentos me dizem tanto.

    E eu também estou consciente que a filosofia da SGI é incompatível em muitos aspectos com a filosofia de Krishnamurti.

    No budismo da SGI as pessoas sempre oram para obterem objetivos concretos. Na filosofia de Krishnamurti buscar algo com esforço provoca sofrimento. Cria-se um abismo entre a realidade “que é”, o que temos aqui e agora e o futuro idealizado, o “vir a ser”.

    E realmente, Helga… se a pessoa se volta totalmente para o futuro, vive em função de algo que não existe no momento, perde toda a realidade presente. Pois tudo que temos é o AQUI AGORA, ou???

    Bem, é polêmico mesmo.

    E fico contente de que você o tenha conhecido através de mim. Sabe, Helga, o irônico é que ele sempre disse “não acreditem no que eu digo”, “não me sigam”, constatem os fatos por vocês mesmos… e no entanto, apareceram organizações que o seguem talvez como… um mestre filosófico.

    Helga, não nego a dor que é para mim abdicar deste carro. Mas… de repente parei e pensei: mas minha saúde no momento não permite… impossível para mim, por causa do stress envolvido. Não digo tanto o de ter as aulas em si, mas os HORÁRIOS. Ansiosa do jeito que sou, com horários não fixados e as pessoas te cobrando o tempo todo… pra mim não dá.

    Mas que estou muito triste, estou. E pra variar nervosa, esperando a AutoKraus chegar. Helmut virá.

    Em compensação, não terei que pagar mais de 3.000 euros pela auto-escola, nem a fábula de seguro por ano para iniciantes, nem imposto, nem terei que fazer revisões periódicas, enfim… vou me livrar de preocupções futuras também.

    Bem… acho que vou preparar o almoço…

    Helga, eu gostaria de dinamizar mais o blogg e não sei como… estou numa fase de reavaliação de tudo…

    De uma coisa tenho certeza: no momento não estar no Brasil para mim é um grande alívio. Sinto que as vibrações pelos lados de lá poderiam ser extremamente negativas para mim. Soube de coisas por fofocas telefônicas.

    Tenho conversado com mamãe, mas apesar de toda minha paura daqui, acho que no momento é o melhor lugar para mim. Ainda mais que conto com amigos legais… vocês, e novos que tenho feito pelo Orkut (eu entro em comunidades de pessoas com problemas semelhantes aos meus… e quantos…)

    Beijos… que pena que você não ouve o midi… este é zen sim… te mando por e-mail, a versão inteira? Mando sim… depois.

    Verinha Rath.

    Maninha e Paulinha, bom dia pra vocês também!

  6. BANCO CENTRAL COMPRA 600 MILHÕES DE DÓLARES PARA LEVANTAR A MOEDA NORTE-AMERICANA

    Pressionado pela compra de divisas que o Banco Central realizou no meio da tarde, o dólar comercial terminou o dia de ontem com a cotação em alta de 0,72%, vendido a R$ 2,071. O Banco Central adquiriu cerca de US$ 600 milhões, bem acima da média das últimas semanas, para melhorar a cotação da moeda norte-americana. Mas, parece que, inevitavelmente, em poucos dias, acontecerá aquilo que Videversus vinha avisando há dois meses: o dólar vai cair abaixo do dois reais. Isso é um desastre gigantesco para a lavoura brasileira e para boa parte do parque industrial. Apesar desse cenário, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 880 milhões na primeira semana de maio.

    Fonte: newsletter do Jornalista Vitor Vieira
    Diretor-Editor de Videversus
    (51)9652-4645
    videversus@videversus.com.br

  7. “FILHOS DE BRASILEIRO(A)S NASCIDOS NO EXTERIOR NÃO TÊM A NACIONALIDADE BRASILEIRA GARANTIDA

    Brasileiros da Associação Raízes na região de Genebra, Suíça, mobilizam-se por mudança na Constituição brasileira.

    Muitos brasileiro(a)s que moram no exterior desconhecem que os seus filhos, registrados no consulado e com um passaporte brasileiro (válido até os 18 anos), não têm a nacionalidade brasileira assegurada. Com revisão da Constituição Brasileira de 1994 ficou estabelecido que são brasileiros natos «os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que venham a residir na República Federativa do Brasil ? »

    De acordo com as informações disponíveis, a confirmação da cidadania brasileira está condicionada a um processo judicial. Quando completarem 18 anos, eles deverão estar residindo no Brasil e deverão fazer a opção pela nacionalidade brasileira.. Os filhos de brasileiros que não poderão morar no Brasil antes dos 18 anos «perderão a nacionalidade brasileira e para readiquiri-la deverão passar por um processo de naturalização.

    A Constituição Brasileira poderá ser modificada e os filhos de pai ou mãe brasileira poderão ter a nacionalidade brasileira desde o nascimento. Na Câmara dos Deputados foi instalada uma comissão especial (de deputados) com o objetivo de modificar a constituição. Queremos que esta comissão aprove :

    ?Que são brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai ou mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente (incluído nestas as representações consulares brasileiras)?

    É PRECISO QUE HAJA PRESSÃO!

    Por isso convidamos os brasileiro(a)s de Genebra para uma reunião com objetivo de discutir a atual situação, encontrar formas de pressão sobre os Deputados e formar um grupo de pressão.

    Reunião de mães e pais brasileiros de Genebra :
    Dia 09/05 – terça-feira ? hora : 19:30 H ? Local : Maison des Associations – Rue des Savoises 15 (arrêt Cirque TPG) ? sala : Madres de Mayo
    Associação Raízes / Contatos para informação:
    Natália Tomaz lima67@bluewin.ch
    Marco Antonio marcomiranda65@yahoo.com.br
    Deborah Biermann: deborah@biermann.ch

    Notícia http://www.brasilalemanha.com.br – um universo temático à sua espera. Aguardamos sua visita! “

    *******************

    Só para alertar quem tem filhos nascidos no exterior…

  8. Mandei pro Flickr o meu ADEUS ao nosso Mazda3, que como Stefaninho vai repousar em minha lembrança.

    Estou kaputt. Total.

  9. Ressalva: diz Adeus ao Mazda, mas não a Stefaninho. Minha intenção de resgatá-lo de todas as maneiras persiste, apesar de pessoas bem intencionadas terem dito que passado é passado (ninguém daqui)… Quero meu Stefan de volta, só dei adeus ao carro… e este sim, vai permanecer na minha lembrança, junto com as lembranças que tenho da imagem física de meu Stefan. Mas sem comparar um com o outro… recebi o mail de uma prima que tá no Orkut!

  10. Oi Verinha,

    Tenho certeza de que Stefan esta ao seu lado , nesta decisão.

    Vc conseguirá sempre tê-lo perto de si, vc já esta caminhando para isso.

    Queria te perguntar se o envelopinho ainda não chegou. Deve chegar hoje,espero que sim.

    Um grande beijo no coração de todos e todas.

  11. Oi, Sheilinha…

    Obrigada pelo apoio, maninha do coração. Até ontem eu ainda não havia recebido o envelope, talvez chegue hoje…

    E obrigada pelos comments no meu Flickr… na realidade aquela “alegria” que talvez eu passe nos títulos das fotos do carro não correspondem à realidade.

    Um abração,

    Verinha Rath.

  12. Verinha, excelente texto de nosso amado Krishnamurt!Parabéns por divulgar tão belo pensamento!Um caloroso e aconchegante fraternal abraço!

  13. Acabei sem querer entrando no teu blog e mesmo que já se passaram 4 anos que você postou isso, me senti tentado a dar uns pitacos a respeito. Você diz que não consegue compatibilizar a filosofia do Krishnamurti com os ensinamentos de Nichiren Daishonin. As muitas escolas budistas têm muitas formas de abordagens e usam de processos ritualísticos apenas pra ajudar os praticantes, que deverão se soltar disso mais tarde, mas há uma vertente do budismo tibetano completamente compatível com o que Krishnamurti dizia em suas palestras. O não-caminho do Dzoghen tibetano, para aqueles que se aprofundam no assunto, é o ensinamento mais avançado das inúmeras linhagens, por enxergar na compreensão, e tão somente nela, que todo complexo biológico tem de si mesmo, na relação com as coisas do mundo, a possibilidade de soltura das amarras do eu, sem a necessidade de se submeter a qualquer forma de ensinamento sistemático que não seja o de estar atento à própria mente. Vemos distinção entre os ensinamentos apenas porque são abordados de maneiras diferentes, com palavras que são sempre carregadas de associação, mas aquilo que Krishnamurti disse, como brilhante orador que era, o Buda Shakyamuni já havia repetido a exaustão 2.500 anos atrás. Mesmo não havendo nenhuma possibilidade de se compatibilizar as idéias de um com outro, uma análise desprovida da necessidade de confronto, inocente, como diria o próprio Krishnamurti, mostrará que ambos falavam da mesma coisa e se parece diferente é porque o relativo também faz parte do absoluto. E é claro, esta é uma opinião de um praticante leigo do budismo e não contém nada além de minhas próprias idéias e projeções sobre aquilo que penso ser a forma de escapar e terão de ser compreendidas e abandonadas também em alguma etapa do caminho… Mas até lá eu vou metendo a fuça onde não sou chamado… HUAhauhauhauaaa! Saudações, moça!

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