Nam-Myoro-Renge-Kyo (oração de agradecimento ao Universo)

Nam-Myoro-Renge-Kyo

Nam-Myoro-Renge-Kyo

Nam-Myoho-Renge-Kyo

Obrigada, misteriosas forças que regem este Universo, este macro e microcosmo, por tudo que tem me acontecido ultimamente. Principalmente, por esta energia vital que brotou em mim e que hoje transpira pelos meus poros. Eu mesma nem me reconheço, ao ver-me a dar cabo de tarefas dantes inimagináveis… como cortar a grama com uma máquina manual, capinar o jardim, e agora, começar a despachar todo o Chaos que tomou conta de minha morada.

Por vezes somos felizes e não sabemos… não nos sabemos felizes, como dizia minha mestra budista Nilce Teixeira. Está tudo aí, na nossa frente, mas quando sonhamos com um Universo distante, uma realidade inexistente e projetada para um futuro remoto… perdemos a única possibilidade que temos… de viver o momento presente.

Não podemos ter tanto medo, ter tantas cautelas… viver é perigoso. Por vezes é preciso arriscar, é preciso lançar-se em mares desconhecidos… para, quem sabe, descobrirmos ca ou acolá um lindo arco-íris!!!

Autoria: Vera Rodrigues-Rath, em 22.09.2013

Há dias em que tudo dá errado, na pior seqüência possível. Este foi um deles. (postado no facebook em 5 de novembro de 2011)

TUDO IA BEM ATÉ QUE… PEGUEI O ÔNIBUS ERRADO, ESQUECI A MOEDA NO CARRINHO, O TÁXI PAROU NO PONTO INCORRETO, ETC, ETC, ETC.

 

by Vera Rodrigues-Rath (Notas) on Sábado, 5 de novembro de 2011 às 19:05

Há dias em que tudo dá errado, na pior seqüência possível. Este foi um deles.

Resolvi sair, pegar o ônibus e ir fazer algumas compras para meus filhos felinos e para mim. OK, não olhei a tabela do horário do ônibus, e fiquei quase que meia-hora esperando, no ponto. Se tivesse planejado melhor, poderia ter andado mais um pouco e comprado as estrelinhas de natal no Aldi, e pego o ônibus no próximo ponto…

Passei na Fressnapf, OK, comprei saladinha e Kitekat para os Pimbols, além de brinquedinhos – bolinhas e um ratinho. Fui ao Penny, e lá comprei ovos, pão, bananas, mingau infantil, um mundo de sopas prontas, algumas bolachas, esponja pra lavar louça, Müsli e sei lá o que mais pra mim… ah, queijos e mais queijos etc e tal. Peso: duas sacolas, uma com 6,5 quilos e a outra com 7 quilos. Mal conseguia erguê-las.

OK, feitas as compras, ESQUEÇO a moeda de um Euro que temos que colocar no carrinho para usá-lo. Deixei o carrinho lá, não me lembrei de nada, fui correndo pro ponto pegar o bus das 16 horas.

Às 16h03 minutos passa o busão amarelo, esqueci-me de ver se era a linha 2… e peguei por engano a linha 1… quando vejo saí da cidade, rodei por lugares nunca dantes vistos, montanhas, muitas árvores e folhas caídas, fui parar no cafundó do judas.

Lindas paisagens, e eu ainda sem ingerir nada, hipoglicêmica e com aquele peso todo pra carregar… eu havia pegado o ônibus errado, e a motorista disse que eu poderia fazer o percurso todo, que depois me indicaria o ponto pra parar e pegar o ônibus certo.

Mas ainda tem outro ônibus a esta hora? Eu perguntei… E ela afirmou que sim… acreditei.

Pois bem, depois de fazer um passeio maravilhoso porém não desejado por uma Donauwörth totalmente desconhecida pra mim… na realidade lugares encantadores… finalmente cheguei num ponto onde supostamente deveria passar o ônibus certo.

Fiquei lá esperando 20 minutos, até que me dei conta que aquele ônibus nunca passaria lá num sábado naquele horário. Só se fosse durante a semana, de segunda a sexta, o que não era o caso.

Eu simplesmente li a tabela ao contrário, é isto. Então resolvi chamar um táxi, que alternativa? “Demora 15 minutos pra chegar”, disse a pessoa… OK, que opção eu tinha, a não ser esperar???

Até que… passados não sei quantos infindáveis minutos, eu visualizei um táxi num outro ponto, que tinha o mesmo nome do ponto onde eu estava… ou seja… BergerVorstadt Steig 2. OK, consegui dizer isto no celular, que estava na Bushaltstelle da Bergervorstadt Steig 2, vor Finanzamt.

Mas havia o velho e o novo ponto… nem me passou na cabeça que o taxi pararia no velho… até que um senhor me avisa que um táxi estava no outro ponto… e toca ligar de novo pra central de táxis… o táxi já tinha ido embora, mas voltou.

Nisto não agüentava mais de dores nas pernas, de fraqueza, de dor de cabeça… mas finalmente chega o taxi. E a partir daí parece que as coisas entraram novamente no seu rumo desejável, com exceção do fato de eu ter esquecido de colocar o cinto de segurança. Chegando em casa, uma agradável surpresa (pasmem! Finalmente algo dá certo!!!)… o preço do táxi não foi absurdo: 6,70 Euros. Dei 7,50, como é praxe. Pensei que poderia ter dado 8 Euros, tal o alívio que então sentia.

Enfim, um daqueles dias em que parece que você acorda com o pé errado, e tudo vai saindo torto, uma coisa atrás da outra, na pior seqüência possível, bem no estilo Murphy’s law!

 

Autoria: Vera Rodrigues-Rath, jornalista, Mtb. 13.912 São Paulo.

Sobre a mulher daquele apartamento lá em cima… (Autora: Monica Santino – um escrito sobre Vera Rodrigues-Rath)

Lendas

Sobre a mulher daquele apartamento lá em cima…

 O que será que ela faz? as vezes passa meses sem sair de casa, se esconde do sol , da claridade, ama a chuva , umidade, os dias nublados, negros, sem luz…

Seus cabelos denunciam, é mesmo uma bruxa , uma bruxa estrangeira, parece que é Chilena, não ,não é, é brasileira, uma bruxa brasileira!

Uma mulher estranha. diferente. E o que diz a mulher do banco, a ginecologista, que rumores correm sobre ela? Quem com ela já conversou o que conta?

Diz-se que tem bom coração, ama dois gatinhos de quem cuida com esmero e carinho. Detesta regras, limpezas organizadas de porões imundos. Vive um sua casa fazendo o que?

Algumas vezes dá de sair e desembesta em suas bicicletas, roda todos os lugares e arredores, tira umas fotos estranhas de coisas sem interesse. Esta mulher.

Diz-se consegue comunicar-se com os mortos, sai de casa com estranhos apetrechos, com roupas gastas, de qualquer jeito. Tem um olhar forte e sincero, consegue comunicar-se com os mortos, vai as vezes ao cemitério, prende na cruz de seu túmulo de família objetos estranhos, mede alguma coisa, penetra vibrações. A estranha mulher…

Vive em que mundo? Como será que pensa, que anda, que é? A estranha criatura diferente é ela, a criatura é o que é, ela é ela. Seu jeito é seu , só seu… a mulher que mora lá no alto da rua, a bruxa estranheira e brasileira.

 

Autora: Monica Santino

No primeiro dia de sol após longo e frígido inverno, a primavera dá o ar de sua graça por aqui… na ja!

Hoje foi o primeiro dia em que a primavera deu as caras por aqui. Como sempre, todos os típicos cidadãos, entocaiados durante o gélido e plúmbeo inverno, diante dos primeiros raios de sol, abandonam suas tocas e saem desgovernados pelas ruas… de bicicleta, a pé, com cachorro, de carro… alucinados pela presença do sol. Eu , como todos os anos, fico um tanto deprimida nestes dias. Pois tenho a sensação de não pertencer a esta grande festa que todos comemoram, e que para mim soa como uma antevisão do temido verão. Os sorrisos Kolynos já começam a aparecer nos rostos das pessoas, e com isto eu me sinto ameaçada e acabrunhada, uma vez que não tenho nenhum motivo especial pra me sentir feliz.

Saudades dos dias cinzentos e gelados, saudades de meu trabalho incessante na equipe informal dos “limpadores de neve da Heckenrosenstrasse”… Na ja. Frau Rath, o ano todo enclausurada em casa, durante o inverno pôde sair de sua toca e se sentir um pouco parte de alguma coisa… agora… toque de recolher… ou será que esta primavera só veio mesmo me dar um sustinho? De repente ainda retorna o inverno e meus amados dias brancos e frios… nem que seja sua última aparição, seu último suspiro, nem que seja pra dar adeus por este ano.

Post meu no facebook hoje, antes deste…

Estou obcecada. Não paro de pensar em pára-ventos, também chamados em português de biombos… estou procurando praticamente o dia todo no Amazon e no Ebay, já encontrei vários modelos, mas ainda não me decidi por nenhum. O motivo? A primavera chegando… e com isto minha privacidade diminuindo, com vizinhos pentelhos e xeretas rondando por aí… diga-se, monk e sua gang (entenda-se, sua família).Espaçosa e folgada, ela me ameaça o tempo todo, me assedia mesmo. Eu tenho receio de ficar na minha garagem, fazendo alguma manutenção nas bikes e trolleys, e de repente aparecer um abelhudo pra me encher o saco. Isto porque a garagem é aberta. Penso em colocar um para-vento obstaculizando a visão indesejada, quando estiver a trabalhar neste MEU espaço.

 

“A vida”, do poeta João de Deus Ramos, recitada pela minha Tia Ercilinha (ela também recita frases em francês)

Na minha última viagem ao Brasil, em 2009, pude gravar a recitação desta poesia pela minha querida Tia Ercilinha, então com seus 92 a 93 anos de idade. Abaixo o poema, que encontrei no Google.

 

JOÃO DE DEUS E “A VIDA”

Um outro poeta algarvio, não do litoral mas da meia-encosta – S. Bartolomeu de Messines – nascido em 1830 e falecido em 1896, de seu nome João de Deus Ramos, escrevera “A VIDA”, elegia que talvez seja a sua obra-prima. Transcrevem-se alguns trechos dessa elegia:

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave;
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou.
A vida – pena caída
Da asa de ave ferida -
De vale em vale impelida
A vida o vento a levou!
(…)

Autoria: João de Deus Ramos

Fonte de pesquisa: http://www.vidaslusofonas.pt/aaleixo.htm